domingo, 17 de agosto de 2008

Um fato curioso

Em meus canteiros, não cultivo apenas flores. Tenho um arbusto que produz flores amarelas o ano todo desde que foi plantado em 2003, comprado em uma floricultura local. Além dele tenho algumas folhagens e quatro pés de tomate.
No início deste ano, lá por março comprei tomates no supermercado do tipo médio, biloculados, isto é, aqueles com duas cavidades que encerram as sementes.
Peguei um deles e retirei suas sementes, as lavei e coloquei para secar à sombra. Noutro dia, plantei essas sementes e em dez dias começaram a germinar. Quando estavam com oito folhas, peguei as doze mudas maiores e efetuei seu transplante nos canteiros, no meio das flores.
Assim que a temperatura começou a baixar com a chegada das chuvas mais fortes na cidade, notei a murcha em alguns tomates e reconheci que estavam doentes. Nesse caso, a única medida viável foi arrancar as plantas, retirando-as do jardim.
Acabaram sobrando apenas quatro pés que se desenvolveram bem e já estão produzindo frutos há três meses. O curioso é que sómente um pé produz tomates de tamanho e formato iguais àquele tomate que originou esses pés.
Os outros três pés produzem tomates com tamanhos quase três vezes maior que aquele fruto que os originou e do tipo multilocular, isto é com 5 a 6 cavidades que encerram as sementes.

Os decompositores do solo.

Os fungos e as bactérias que vivem no solo fazem a reciclagem da matéria decompondo todos os seres vivos que morrem. Assim,esterco, restos de plantas enterrados ou pequenos animais que vivem no jardim e morrem, servem de alimento para esses microrganismos do solo.
Os decompositores do solo em questão vão desmanchando esses materias à medida que vão se alimentando e no final de 3 a 4 meses sobram apenas os elementos minerais que são o nitrogênio, o fósforo e o potássio.
As chuvas que molham o solo regularmente em Feira de Santana, ajudam na reprodução desses microrganismos que atuam em ambiente úmido.
Tenho observado até agora que esse procedimento de enterrar cascas, folhas e esterco tem sido suficiente para a germinação das plantas do jardim.
Até 2004, tentei plantar várias outras flores, mas não obtive sucesso. colocava as sementes em caixotes e esperava até um mês para ver se germinavam. Daí nasciam de 5 a 8 mudas. estas se desenvolviam, eram transplantadas e depois de um tempo morriam.
Este ano tive muita sorte com a germinação de cravos e bocas-de-leão, que produziram muitas mudas de março até agora. As regas tem sido regulares pois o vento ajuda na evaporação da água do solo e como as plantas menores possuem raízes pequenas, correm o risco de murchar.

O aproveitamento de restos de vegetais

Há seis anos quando iniciei a implantação do meu jardim, me preocupei em conservar o seu solo, de forma que com o passar dos anos, ele se renovasse com a adição de nutrientes, matéria orgânica e conservasse sua capacidade de retenção de água e ar, fatores importantes para o desenvolvimento satisfatório das plantas.
As plantas necessitam de água, luz solar, gás carbônico do ar e os nutrientes minerais nitrogênio, fósforo e potássio presentes nos adubos químicos que são usados em grande escala na agricultura de um modo geral.
Os adubos químicos são bastante usados nos cultivos de hortaliças, frutas e outras plantas de importância comercial. Dessa forma cascas de frutas, legumes,raízes, talos de verduras, folhas, ramos, flores conservam parte desses nutrientes, bem como todas as plantas e suas partes quando morrem.
Tendo esse conhecimento, passei a enterrar restos de vegetais no jardim que serviram para alimentar as minhocas que fazem a aração do solo abrindo galerias por onde passa o ar, importante para a respiração das raízes. As minhocas se alimentam das folhas em decomposição e produzem fezes que servem de adubo e são chamadas de húmus de minhoca.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Técnicas de cultivo de flores

Quando construí os canteiro suspensos onde seria implantado o jardim. comprei uma caçamba de terra ecompletei com terra orgânica que foi trazida em uma carroça por duas vezes. Começei daí a enterrar todas as cascas de verduras, legumes e frutas. Trouxe da escola vários sacos de esterco de boi. Adquiri duas caixas dágua, já rachadas, para armazenar terra. Comprei mais terra e enchi uma das caixas.Trouxe da escola mais terra e também folhas secas. Na caixa vazia, daí coloquei uma camada de terra, por cima uma camada de esterco e por cima dessa uma camada de folhas e assim por diante até encher a metade da caixa. Em seguida joguei água, misturei tudo e tampei a caixa.dessa forma comecei a preparar uma mistura que ia colocando toda vez nos canteiros quando transplantava as mudas de flores. São mais de cinco anos tratando o solo, que é fofo, não empoça a água da chuva, retém água e no fundo contém argila que reserva nutrientes.Esta é a receita para qualquer tipo de planta: cuidado, atençao, observação diária, regas regulares, controle de pragas, e insolação direta por no mínimo 5 horas. Para florescer, nenhuma flor suporta a sombra de um telhado ou a copa de uma árvore. É muito difícil para mim dar detalhes das necessidades dessas flores, pois é um trabalho de 5 anos. E alé do mais, teria que ter mais tempo disponível para explicar ctudo com mais calma. Sei que estou devendo fotos. As fotos que tenho foram tiradas no ano passado, quando ainda não havia plantado cravos e bocas-de-leão.Também não estou sabendo direito como adicionar fotos.

O clima favorável de Feira de Santana

Apesar das chuvas que têm caído e do frio que tem feito de madrugada, tenho observado que todas as espécies de flores presentes em meu jardim estão se desenvolvendo bem. Na sementeira, germinaram recentemente muitas bocas-de-leão. Nos canteiros há bocas-de-leão, que foram transplantadas na 2ª semana do mês passado, juntamente com plantas que já vem produzindo flores há 2 meses. Estas também estão produzindo sementes, o que é uma prova que estão se adaptando ao local. me admirei também que desta vez, germinaram quase todas as sementes de cravos. Daqui um mês, quando chegar a primavera e esquentar um pouco, o jardim estará com todas as tonalidades possíveis de cores. As chitinhas estão em menor quantidade, mas também estão produzindo sementes. Os cravos não produzem sementes, porém, duram mais tempo e soltam brotos que se colocados na terra, enraizam. O interessante é que essas flores começãm a se desenvolver assim que começar a chover e não sómente na primavera, como muita gente pensa.Dessa forma, é possível que se tenha flores o ano inteiro, indicando que o clima daqui aliado a um solo fértil é excelente para o cultivo de flores. Não sei como muita gente ainda não pensou nisso. Nas floriculturas, não se acha nenhuma flor como as minhas, que encantam a todos com sua beleza e produzem durante muito tempo.